Estória, História...: Programação
Uma Viagem Possível
Programação
Descrição das Aldeias
Os contadores
Informações Úteis (onde dormir, como chegar)
Alguns Conselhos
Inscrição
Organização (e contactos)
Uma Viagem Possível
As pessoas chegarão na 6ª feira (feriado) e devem dirigir-se ao Monte de São
Macário onde plantaremos algumas árvores do conto, enraizando as nossas
esperanças de que os contos venham para ficar. Cada pessoa que quiser plantar
uma árvore, deverá contar um conto, baptizando assim a árvore com o nome
do conto. Esta é também uma forma de contribuir para a reflorestação de uma zona
que ainda ainda recentemente foi fustigada pelos fogos.
Depois, todos os participantes confirmarão as suas inscrições e serão integrados em
grupos de 15 pessoas que se manterão até final. Será esse grupo (15 pessoas) que
deambulará pelas aldeias, de casa em casa, para ouvir os contos.
Para almoço teremos a sopa de São Macário: uma panela com legumes e carnes
oferecidos pelas pessoas das aldeias e das Associações Locais.
1 contador por casa . 3 casas por aldeia . 2 aldeias
Cada sessão de contos corresponderá a um grupo diferente e terá a duração
de 30 min. O grupo, depois de ouvir as estórias deste contador, dirigi-se para outra
casa, e o inverso em relação ao grupo que já tinha estado na outra. No fim quem
esteve primeiro em Candal, estará no dia seguinte em Covas do Monte e o inverso.
No final, terão oportunidade de assistir aos 6 contadores que estão no encontro
e “conhecido” as duas aldeias.
Cada contador faz 3 sessões de estórias, com 30 min cada e existem 15 min para
descansar e dar tempo para os grupos mudarem de casa. No fim da noite terá
contado estórias durante 1h30.
Na deambulação das pessoas pela aldeia, entre casas, serão guiados por um
cicerone da própria aldeia.
No fim da noite, todas as pessoas (por aldeia) reunir-se-ão na eira, à volta de uma
fogueira (Covas do Monte) ou da desfolhada do milho (Candal), onde se contarão
contos de forma não organizada (lugar à improvisação e livre iniciativa).
Teremos ainda dois momentos de partilha de duas pessoas da região muito especiais,
o Ti Custódio da Teresa da e na aldeia de Candal e o Mestre Silva de Manhouce que
estará em Covas do Monte. Ambos portadores de uma experiência de vida
riquíssima e poços de sabedoria que por certo nos encantarão a todos.
Quem quiser poderá ainda participar em dois percursos pedestres experienciais, um,
no Sábado, à volta da broa de Candal (onde as pessoas serão convidadas a fazer o seu
próprio pão) e outro da pastorícia comunitária em Covas do Monte onde 2500 cabras
saem todos os dias monte acima (Domingo). No Domingo, teremos ainda um almoço
de despedida em Covas do Monte, oportunidade para se juntarem todas as pessoas
que participaram no encontro.
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Programação
5, 6 e 7 de Outubro



São Macário - Covas do Monte e Candal
Faça aqui o download de toda a programação
Descrição das Aldeias
Covas do Monte
A aldeia, pertencente à freguesia de Covas do Rio, fica encravada num vale da Serra
de São Macário a uma altitude de 450 m. À sua volta fica uma imensa montanha
de xisto, manchada de verde das giestas e do mato, aqui e ali salpicada por algumas
manchas de pinheiro e alguns, poucos, eucaliptos. Olhando no prolongamento do
vale são visíveis os campos férteis e verdejantes. Ali perto, o Portal do Inferno
espreita...
Apenas nos anos oitenta do século passado se abriu a estrada e o alcatrão chegou mais
tarde. Dali não segue para mais lado nenhum. Mas por estrada florestal pode-se
desfrutar de um belo passeio até Covas do Rio, passando por Serraco.
É constituída na sua maioria por construções de xisto, incluindo o telhado que é feito
por placas desta mesma rocha (lousa). Dispostas por ruas sinuosas, por norma, as
casas têm um piso térreo onde se abrigam os animais e as alfaias agrícolas e um
primeiro andar para habitação.
Aqui vivem 58 pessoas que têm na pastorícia a sua principal fonte de rendimento.
As cerca de 2500 cabras sobem, diariamente, num espectáculo inusitado e
e surpreendente, as várias encostas, e, para as guardar, os habitantes organizaram
organizaram “parceiradas” em que se revezam, à vez e de de forma comunitária,
na guarda do gado (pobreiro).
No prolongamento do vale ficam situadas as “Terras do Pão”. São terrenos férteis e
com abundância de água que escorre da serra por alguns ribeiros que no estio é
utilizada e distribuída pelos campos através de um regadio tradicional.
É também essa água que dá força para fazer andar as mós, nos seculares moinhos de
água, onde se procede à moagem dos cereais para se fazer a broa.
Existiam na aldeia, antigamente, três lagares de azeite, dos quais um, o comunitário
encontra-se neste momento em recuperação.
O Restaurante da Associação dos Amigos de Covas do Monte, resultante da
recuperação de uma antiga escola primária, merece uma visita atenta, podendo
deliciar-se com algumas das especialidades regionais, como os rojões ou o cabrito
e a vitela assada.
Candal
Aldeia serrana, mas solarenga, entre a Serra da Freita e da Arada, ou para
simplificar, em pleno coração do Maciço da Gralheira, pois que as fronteiras na serra
não são tão lineares assim, tem sido motivo de inúmeras iniciativas sociais
interessantes, resultantes sobretudo do dinamismo da Cooperativa Mais Além e da
Associação Cultural de Candal. Faz fronteira com o concelho de Arouca, e da sua
freguesia fazem parte ainda os lugares da Coelheira e Póvoa das Leiras.
Da primeira, chega-se facilmente ao Parque de Campismo da Fraguinha e sua
sua barragem, a convidar a um descanso sem tempo, onde, à noite, somos
presenteados com um silêncio já raro nos dias que correm (excepção feita às rãs)
e um céu arrebatador. Já da segunda, merecem destaque os seus moinhos de água
e as leiras, precisamente.
Os mouros já haviam andado por ali, como o “comprovam” as várias lendas
existentes, e, mais recentemente, uma pedra tumular colocou também os romanos
na história (actualmente esta pedra encontra-se num museu em Lisboa).
A agricultura é ainda o sector que ocupa o maior número de mão de obra dos
dos habitantes, que vão complementando com a criação de gado ovino e caprino.
Os campos de cultivo estão dispostos em socalcos, com o milho, o feijão e o centeio a
a marcar presença. Qual anfiteatro natural, a imponência natural da serra, com as
com as vincadas divisões em pedra do pastoreio agora em desuso, contrastando à vez
vez com a imensa beleza bucólica ora de Póvoa das Leiras, ora de Candal, vai sendo,
também ela, pintalgada com os ”novos moinhos”. O artesanato, as tradições
musicais e o trabalho nas minas de volfrâmio durante a 2ª Guerra Mundial, são
algumas das actividades que ainda hoje, marcam as memórias dos habitantes.
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Os Contadores
Ana Lage
Artista plástica, mãe, contadora de estórias......enfim.....ilustradora de interiores.
As estórias, gosto delas ao natural
ou com uma pitada de sal.
Gosto especialmente das antigas
quando não têm ossos nem espigas.
E em todos vou desenhando
Um mundo de encanto
Faz parte da Bolsa de Contadores da Biblioteca Municipal de Oeiras (BMO) e embora
só tenha saído da casca em 2005, conta com participações no festival Andanças
(S. Pedro do Sul), Ondas de Contos (Oeiras) e Palavras Andarilhas (Beja) e faz sessões
regulares para pais e filhos na BMO.
Thomas Bakk
Um viajante traz na mala muitas histórias para contar, dos lugares por onde andou,
das personagens que encontrou, e de tudo o que se passou, numa fantástica
aventura no tempo.
Histórias inéditas e de tradição oral: romances, lendas, fábulas, sátiras e parábolas,
da autoria do próprio Thomas Bakk, escritas e publicadas em forma de literatura
de cordel.
Fazer renascer a Literatura de Cordel em Portugal, significa resgatar um capítulo
capítulo importante da sua Identidade Histórica e Cultural. Razão pela qual
Thomas Bakk, pesquisador, escritor, actor e contador de histórias vem fazendo
uma recolha de temas e narrativas da Tradição Oral lusófona.
Marco Luna
Marco Luna tem desenvolvido o seu trabalho de Actor e Director Teatral, Contador
de Histórias e Professor/Investigador durante mais de 20 anos no mundo
profissional. A sua carreira artística desenvolveu-se na América e nos últimos anos
na Europa, apresentando os seus trabalhos dramáticos e académicos em diferentes
espaços teatrais, festivais, encontros, workshops, universidades, ONG’s, entre outras
instituições em diferentes países.
Contabandistas
Amigos dos contos,
Somos contabandistas de estórias, um grupo de cinco contadores de origens e
nacionalidades diferentes: Antonella italiana, António natural de Angola, Cláudia
brasileira; Luísa lisboeta e Sofia madeirense.
Começámos nos contos no Projecto Histórias de Ida e Volta da Biblioteca Municipal
de Oeiras em 2005 e contamos juntos desde então. Contamos juntos porque com
todas as nossas diferenças encontrámos afinidades e convergências várias que têm
a ver com o mundo das histórias e da narração. Apresentamos para todo o tipo de
público um repertório tão variado como as nossas proveniências.
Podem encontrar-nos a contar em bibliotecas, escolas, camas, lares, hospitais,
sofás, festivais da narração, maratonas, lá fora, cá dentro e até há quem diga que
em terraços ao luar, mas isso são histórias que correm por aí…
Piratas de Alexandria
Noites de encontro com a oralidade
As palavras podem ser de ferro, e se usadas mal chegam a ferir, no entanto - como
como o ferro – também podem fundir-se, misturar-se e forjar-se para criar
instrumentos, ferramentas, que permitam comunicar com as pessoas: aproximá-las,
despertar-lhes emoções e, sobretudo, estimulá-las a seguir usando e desfrutando
desse elemento imprescindível que são as palavras.
Com o fim de fomentar este gosto pela voz, a pronúncia e a narração que é a
oralidade, (entre outros) formou-se esta tripulação, transbordante de nocturnidade
e prazer, para declamar a amantes da escuta activa, cultivadores e cultivadoras
da palavra viva nas suas distintas formas e expressões.
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Informações Úteis
Onde Comer
É possível comer-se bem e de forma variada na afamada região de Lafões, sendo a
carne um elemento preponderante, nomeadamente o cabrito e a vitela.
Nas aldeias onde se realiza o encontro teremos refeições confeccionadas pelas
próprias associações locais, pelo que é importante reservar-se antecipadamente,
para que, logisticamente, seja possível garantir-se estas refeições.
As refeições não são obrigatórias, mas são importantes na relação com o local,
, ao nível económico e, não menos importante, no convívio que se estabelece.
Talvez por isso, fixou-se as refeições num preço que nos pareceu razoável:
- Refeições (Almoços e Jantares – prato do dia) > 5€
- Merenda > 2€
Se desejar trocar o prato do dia por vitela ou cabrito acresce 5€ ao preço da refeição.
Se pretender reservar as refeições, por favor indique quais, na ficha de inscrição
e some esse valor ao da inscrição no encontro.
As aldeias ficam em média a uma distância de 25 km de São Pedro do Sul.
Se no entanto pretender almoçar ou jantar noutros locais, pode encontrar aqui
algumas sugestões
Onde Dormir
Tal como nas refeições, fizemos um esforço para tentar encontrar sítios em conta
para pernoitar. Sabendo de antemão que existem gostos e exigências diferentes
nas pessoas, seleccionamos algumas ofertas que ficavam mais perto da serra
(ou na própria serra), para várias bolsas (desde 3€ em parques de campismo,
camaratas a 7,5€ em Carvalhais ou ainda alojamento em turismo rural que
ronda ronda os 50 a 60€). Disponibilizamos ainda um link para contactos, com
outras possibilidades, sobretudo situadas nas Termas de São Pedro do Sul.
No futuro, gostaríamos de tentar arranjar alojamentos nas próprias aldeias,
quem sabe em casa das próprias pessoas...
Para quem pretende apenas um sítio onde se deitar e tomar um banho,
a Câmara disponibilizou o Pavilhão Municipal que dispõe de balneários
com água quente.
Não esquecer de trazer um saco de cama e colchão. (gratuito)
Se for o seu caso por favor diga-nos, para colocar o seu nome
numa lista à entrada.
Se precisar de alguma ajuda por favor contacte-nos.
Nota: As aldeias ficam em média a uma distância de 25 km de São Pedro do Sul.
alguns alojamentos que ficam mais perto das aldeias onde decorrerá o encontro
Outros
hotéis
turismo rural
parques de campismo
Como Chegar a São Pedro do Sul e às aldeias (descrição por extenso)
Como Chegar às aldeias (mapa)
Tempo aproximado:
Covas do Monte: São 25 km (a partir de São Pedro do Sul) que demoram 45 min.
aproximadamente a percorrer.
Candal: São 26 km (a partir de São Pedro do Sul) que demoram entre 30 a 45 min.
aproximadamente a percorrer.
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Alguns conselhos
Na serra o tempo é imprevisível, pelo que é aconselhável um casaco e um chapéu
de chuva.
Trazer calçado confortável, mochila, chapéu, roupa leve e adequada à época.
Às vezes algumas coisas podem parecer mais óbvias do que outras, mas nunca
é demais avisar que:
- Nas aldeias da serra não existem máquinas multibanco.
As máquinas mais próximas ficam em Carvalhais, Santa Cruz da Trapa
ou São Pedro do Sul.
- Não existe muita rede de telemóvel, e nalguns casos é mesmo inexistente.
No entanto em Candal funciona melhor a TMN e em Covas do Monte a Vodafone.
- Ao conduzir na serra deverá fazê-lo com cuidado, pois as estradas são estreitas
e por vezes em mau estado. Nas descidas trave com o motor, utilizando a mesma
mesma mudança que usaria para subir. À noite conduza mais devagar.
- No nosso site pode ler as indicações por escrito e um mapa de “como chegar
ao local”. Para além disso iremos colocar sinalética na estrada específica do
do “Estória, História...”. Se ainda assim se perder, por favor ligue para
91 655 87 70 ou 96 235 22 33 ou 96 154 87 91.
- Uma vez que as aldeias não têm muitos lugares para estacionar, e mesmo por
uma questão económica e ecológica, aconselhamos as pessoas a partilharem
os automóveis a partir dos seus locais de alojamento.
Percursos Pedestres
Rota da Broa (Candal) > dia 6 de Outubro
Duração: +/- 4 horas e meia
Dificuldade: Fácil. Percurso circular, alternando entre estrada,
caminhos e ruas empedradas
Distância: +/- 4 km (percurso circular)
Rota do Pobreiro (pastor) (Covas do Monte) > dia 7 de Outubro
Duração: +/- 2 horas com pausa para merenda.
Dificuldade: Média. Piso em certos locais irregular.
É conveniente ter alguma resistência física.
Distância: +/- 4 km
é aconselhável umas botas de montanha se pretender fazer este percurso pedestre
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Ficha de Inscrição
Faça aqui o download da ficha de inscrição.
Envie inscrição e pagamento até 3 de Outubro!
Organização
Projecto Criar Raízes
Largo da Cerca Bloco 1 Fracção G, 1º Esquerdo
3660-428 S. Pedro do Sul
Tlf/Fax: 232 728 330
tlm: 91 655 87 70 / 96 154 87 91 / 96 235 22 33
criaraizes@portugalmail.pt
www.criaraizes-spedrosul.com
http://contabandistas.no.sapo.pt
Apoios
Associação Cultural de Candal
Associação os Amigos de Covas do Monte
Um obrigado muito especial a todos as pessoas que nos ajudaram a sonhar bem alto:
Tânia Silva, Cláudia Fonseca e todos os Contabandistas, Cristina Taquelim, Marco
Luna, Dora, Vanda Melo e muitos outros...
A todas as pessoas que decidiram abrir-nos as portas de suas casas permitindo
assim que este encontro fosse possível.
entidade
promotora / financiadora / executora
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