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Estória, História...
Encontro de Contadores, Lareiras e Sabores
Aldeias de Covas do Monte e Candal 5, 6 e 7 de Outubro
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EcoAldeia
Pensar desenvolvimento em zonas de baixa densidade como é o caso da Serra de 
S. Macário e mais concretamente em Covas do Monte é um exercício de utopia. 
Não que todo e qualquer processo de construção de futuro não seja por si um 
exercício desses, mas porque este vai contra tudo aquilo que nos vai sendo 
impingido. Todo o processo de aculturação a que estamos sujeitos vai no sentido 
da massificação o que conduz inevitavelmente à desvalorização dos pequenos 
espaços até pelos seus próprios habitantes.

Aqui não se pode começar pelos números, pela quantificação, mas pelos gostos, 
pela emoção e pelo direito que as pessoas têm de viver e gostar da sua terra.
Covas do Monte o que tem de mais valia é ser diferente, tão diferente que quando lá estamos não existe meio termo, ou se gosta ou se odeia e é no acentuar das diferenças que devemos assentar o processo. Tendo isto como pressuposto a nossa estratégia foi e é apoiar a realização de expectativas das pessoas, ou grupos de pessoas, que vivem e gostam de Covas do Monte. Expectativas que só através de um processo de aproximação lhes foi possível a ousadia de nos explicitar.
Tendo sempre presente que só com o grande envolvimento de pessoas no local é possível fazer pontes com o exterior onde está a sustentabilidade de qualquer processo de desenvolvimento destes pequenos espaços, partimos para a realização de actividades que facilitassem estas duas dimensões. Recolha selectiva do lixo e instalação do Eco-ponto. Com esta actividade pretendeu-se envolver os jovens da aldeia no processo. Demonstrou-se que eles podem e têm poder para realizar coisas não necessitando de estar sempre sujeitos às vontades dos mais velhos. Por outro lado a participação nesta actividade de jovens e pessoas vindas de fora permitiu-lhes a percepção de que há outros que se interessam e gostam da sua Terra. Festa da Aldeia. A sua realização após um interregno de seis anos só foi possível graças ao envolvimento e grande vontade de um grupo de jovens que de forma militante desenvolveram um conjunto de actividades que lhes permitiu reunir os recursos necessários para o efeito. Também aqui foi a utopia e a vontade de realizar dos jovens que derrotou o pessimismo e o desânimo dos mais velhos. Zona de acampamento. Procura-se com esta pequena infra-estrutura conseguir criar as condições mínimas para a visita e curta permanência de pessoas que de alguma forma se identifiquem com locais como este. Pensamos que serão estas visitas que em contacto com os locais os ajudarão a projectar novos caminhos para a aldeia. Espaço Internet. O acesso a este meio de comunicação em lugares com as características de Covas do Monte é vital ao início de qualquer processo de mudança. Estamos a falar de um meio que os jovens dominam e ao introduzi-lo na aldeia é proporcionar-lhe oportunidade de intervenção e de reconhecimento pelos mais idosos. Em paralelo continuamos a trabalhar com os diferentes grupos e pessoas no sentido de os levar a construir e/ou reconstruir pequenos espaços “históricos” da aldeia como são os casos do lagar e dos moinhos de água assim como criar espaços de lazer como a piscina natural.